01 – Viver de Aparências

Vamos lá… isso é importante! Porque eu queria escrever sobre isso, mas ao longo (do que eu tenho em mente), isso não se encaixava em lugar nenhum, então esse é o texto 0 -
Não viva para os outros, sério… viva para você, se dê essa oportunidade!

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Vou te contar duas histórias sobre mim – durante uma época do ano, andei desalinhado, usava minhas camisas velhas, meus shorts, meus tênis, chinelas; e viajei para outros estados, com minhas piores roupas, e por um tempo eu deixei de fazer minha barba ou cuidar da minha pele, e também não me importava muito em cortar meu cabelo – eu fazia isso porque decidi não me importar com o que os outros pensavam. Cheguei a ouvir de pessoas de dentro de minha casa “tem tantas roupas, e só usa as roupas velhas” e quase, quase mesmo, respondi “é porque gosto de me sentir confortável…”, mas não respondi, porque eu estava passando por um processo de aprender sobre as pessoas ao meu redor, e claro, de me dar a oportunidade de me sentir confortável, nossa não há coisa melhor que se sentir confortável, não apertado, não dançando dentro de uma roupa, mas confortável…
Acabamos perdendo nossa humanidade justamente assim: sem perceber.

Paramos de ver o bem-estar das pessoas que está conosco, para tentar agradar os outros. (e nem ganhamos nada com isso – tá aqui algo para que possamos nos beneficiar, vamos agradar os outros, mas vamos ganhar dinheiro com isso…)
Vamos pegar essa pessoa de dentro da minha casa; ela deveria esta feliz por eu estar bem, e o que importa se eu estava “mau vestido” para os padrões dela – porque o lance não é os outros, o lance sou eu: eu que tenho que estar bem, ela convive comigo, não com os outros (depois de 2 dias, as pessoas não lembram mais que você estava vestido…) – causar boa impressão sempre (sabe, todo dia, o tempo todo) é algo cansativo, e as vezes me pergunto, as pessoas não cansam?
As vezes eu queria sentar com algumas pessoas e dizer: tem gente que não evoluiu ainda, esta presa a essas coisas pequenas de aparecia, temos que estar felizes, alegres, confortáveis, para nós… por nós. As vezes eu queria sentar com algumas pessoas, sair com algumas pessoas, mais só o fato de pensar que tenho que me vestir bem para estar com elas, já fico desmotivado.
Hoje em dia as pessoas adoecem, as pessoas se matam… porque estão felizes para fora (para os outros), e triste por dentro.
Eu não me importo de parecer triste por fora, e estar feliz por dentro, eu só quero estar bem comigo – porque no fim das contas é isso o que importa, você estar bem com você.

Eu aprendi que as pessoas, principalmente aquelas que não convivem comigo, sempre irão falar alguma coisa – seja bem ou mal.
Eu aprendi que elas vão me julgar, seja bem ou mal…
Eu aprendi a uns 15 anos atrás que eu devo respeitar a evolução do próximo, independente dele respeitar a minha – tem gente que é mais lenta que outras, tem gente que é mais lenta que eu, tem gente que é mais rápida que eu… eu não preciso me trocar, então aprendo que o respeito é de mim, para mim mesmo.

Sabe porque? Eles vão falar, então que falem; eles vão me julgar – ok! Eu sei que ainda posso me manter de pé, porque eu não preciso dessas pessoas para viver, eles não me acrescentam em nada – não preciso deles para sobreviver; porque eu preciso viver de aparências para essas pessoas que de alguma forma, são pequenas? Para incentiva-las a serem pequenas e viverem de aparências? Bem arrumadas, vestidas, e por dentro um mar de tristezas.

Quer se vestir bem, se vista bem. Se vista bem para estar com uma pessoa que você goste, que não se importa se você se veste ou não bem, que não valoriza as roupas que tu tem, mas o teu bem estar e seu conforto.

Agora deixe-me acrescentar uma nota: se uma pessoa esta triste, depressiva, não se veste bem, não toma banho, dorme muito, não se alimenta, esta sempre para baixo, desmotivada, não quer fazer nada, e perdeu o interesse pela vida de alguma forma: ela precisa de sua ajuda, todos esses sinais, indicam que ela esta passando por uma condição terrível, chamado depressão – então é preciso que você esteja aleta, 24h, e busque (se você se importa com ela ou não…) um método para ajuda-la, inclusive, é contra a lei, da cadeia, não presta socorro, quando percebemos que alguém precisa dele.

Vou contar a outra historia.

Em outra época do ano, eu me vestia bem, com camisas boas, com cores que realçavam a cor da minha pele, a cor do meu cabelo e por incrível que pareça a cor dos meus dentes – notei que as pessoas me elogiavam pelo que eu vestia, pela forma como eu me comportava, pela forma que “outras pessoas” gostavam de mim, e tive muitos amigos, e o engraçado é que isso sobe a cabeça. Muito gasto, para não está feliz – e passei a me questionar, ‘é certo, fazer os outros felizes e não se sentir feliz’.

Porque o real lance não é os outros, é você, sou eu…

A gente se veste bem, porque vai receber elogio dos outros – então não estamos nos vestindo para nós, estamos nos vestindo porque esperamos algo dos outros. É uma necessidade sem fim, uma precisão que não percebemos: ser aceito!

Comecei a me incomodar com isso, porque eu não ligo se eu não for aceito, eu não me importo com a opinião alheia, eu não estou nem ai se acham que estou bem vestido ou não – Falo sério… eu só quero me sentir confortável. Então você vai me dizer: se você esta bem com isso, e não se importa com o que os outros dizem, porque esta escrevendo esse texto? – eu não me importo com o que os outros falam, mas eu me importo com o bem estar das pessoas que vivem ao meu redor! Então aqui vai o meu questionamento, para amarrar tudo o que falei até agora.

Precisamos nos enfeitar, para que as pessoas que estão ao nosso redor se sintam bem? Porque essas pessoas que estão ao nosso redor, sentem “vergonha de nós”, querem que estejamos bem, para andar com elas, para estar com elas, para que as outras pessoas as veja como melhores? Porque precisamos contribuir com a necessidade delas de “aparentar que tudo esta bem, alegre e favorável…” como aquele lance do gramado do vizinho sabe, que tem de sempre ser melhor…

Então Hoje eu não ligo muito para o que os outros pensam. Eu nem ligo muito para o que as pessoas que estão ao meu redor pensam – eu até evito sair de casa, porque não quero que essas pessoas se sintam obrigadas a estar comigo.
Charles Bukowski fez um livro chamado (olha que nome idiota…) “O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram o navio”, nas primeiras paginas ele escreveu uma frase que me impactou, porque ela fala sobre minha atual situação de vida (risos), quero dividir essa frase com você. “Não sou boa companhia, não gosto de conversar. Não quero trocar ideias – ou almas. Sou apenas um bloco de pedra para mim mesmo. Quero ficar dentro do bloco, sem ser perturbado. Foi assim desde o começo. Resisti a meus pais, resisti à escola e depois resisti a tornar-me um cidadão decente. O que quer que eu fosse, fui desde o começo. Não queria que ninguém mexesse com isso. E ainda não quero. Acho que as pessoas que têm cadernos e anotam seus pensamentos são umas cretinas. Só estou fazendo isso porque alguém sugeriu que eu o fizesse. Como você vê, não sou nem mesmo um cretino original.”

Decidi escrever sobre “Espiritualidade” para homens, para eles recuperarem suas partes selvagens – vida real é algo espiritual. Que possa esse texto, ajudar homens selvagens, mulheres selvagens, e que a gente se torne uma grande família selvagem…

Texto Kefron Primeiro.

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