“Hylas and the Nymphs”, de John William Waterhouse

Porque “o Mal” tem mais seguidores ou porque as religiões obscuras são mais atrativas?

Não vou citar religiões ou filosofias que julgo ser “negativas” nesse texto, até porque cada ser humano sabe de sua condição e se coloca a disposição de certas forças por querer, e se um dia estão tão imersas que não conseguem mais sair, não é culpa de ninguém, é dela mesma que, mesmo sabendo que aquele lugar não era bom, decidiu ficar – decidir fazer isso, e falar isso porque não sou um héroi, mais irei falar sobre isso ali na frente.

Ou seja, tudo na vida é escolhas, como disse Frida Kahlo “onde não houver amor, não te demores”.

Dias atrás atendi um cliente, ele me disse que namorava uma moça que o levou a conhecer uma religião, que facilitava muito para se vingar dos inimigos e de quem a eles fazia o mal, era uma religião onde os princípios levavam a trabalhar com forças negativas.

Por me conhecer a algum tempo, ela me disse que passou a acreditar que “Bruxas” não são pessoas comuns que foram transformadas em bruxas por uma religião, mas sim homens e mulheres que nasceram com essa capacidade de transformar pequenas coisas do dia a dia – usando magica… para ela, isso não havia duvidas.

Mas porque o mal possui tantos seguidores, e porque tanta gente se vê seduzido pelas coisas obscuras, aterrorizantes e cavernosas…

Eu disse a ela… “O bem”, ser boa pessoa, não mente, não engana, não trava brigas ou guerras. O bem é neutro no quesito “atacar”, e aqueles que são bons, se protegem…

É por isso que bruxas não são boas e nem más, bruxas apenas são… porque elas não se sentem presas por uma lei que diga “não faça algo…”, bruxas fazem o que é necessário fazer.

Elas precisam derrubar um inimigo (mesmo que ele esteja oculto), para que ele não machuque mais ela, ou não a ameace mais? Então ela vai lá e derruba o inimigo.

Ela precisa curar alguém? Por qualquer motivo que ela ache conveniente? Então ela vai lá e cura… ela oferece e toma a prosperidade; ela faz as colheitas serem favoráveis ou não, tudo vai depender da “necessidade dela” por algo – a vida é isso, uma constante luta, e estamos aqui lutando, e os outros precisam lutar também, ou não é assim e eu estou enganado?

E ai olhamos para fora das nossas janelas e vemos essas pessoas que não tem poder algum, mas se sentem necessitados de um “algo a mais” para se sentirem também “algo a mais” mesmo que não sejam… – veja, tá tudo bem não ser bruxa, não é algo que torna a gente diferente de ninguém, ou seja, mesmo numero de pernas e braços, uma cabeça… alguns de nós tem inteligência e outros não… ou seja, como da mesma forma que as pessoas que não conseguem “manipular a magia”, nascemos e morremos igual, adoecemos também da mesma forma…

Mas o oculto, o sinistro, encanta as pessoas, encanta a parte ruim que existe dentro de todos nós, em algum ponto da vida sempre iremos entrar em confronto com a nossa parte ruim – e está tudo bem ter essa parte ruim, e esta tudo bem uma vez ou outra ceder a ela, mas também é responsabilidade nossa lutar contra ela.

A nossa parte obscura, luta para destruir tudo e todos ao nosso redor – em menor ou maior escala, ela luta até para que destruamos a nós mesmos…

Essas pessoas que são encantadas pelas obscuridades, por seres que oferecem poderes, por textos que são de cunho ruim, fazem isso porque aquelas criaturas que vivem nas sombras, talvez um dia tenham sido como nós, e foram tão corrompidas que chegaram onde estão, elas mentem, e continuam a corromper.

Em muitas culturas dizem que esse mundo no qual vivemos é um mundo de “densidades” ou seja, sempre iremos ser levados, as brigas, as discórdias, as guerras, as disputas – para que possamos aprender a nos emancipar, nos livrar, nos proteger…

Existem aquelas pessoas que se perdem, se afundam… e existem aquelas que conseguem se livrar do mal – veja, nem um ou noutro, é responsabilidade nossa – não é nossa responsabilidade ajudar ninguém, falo isso porque existem muitas pessoas que se sentem culpadas por não fazer nada, por não ajudar de algum modo, por se sentirem inúteis para o mundo… em quanto outros são verdadeiras maquinas de ajuda ao próximo – tá tudo bem você não ser nada, e não ajudar ninguém alem de si, as vezes você não consegue nem se ajudar, e esta tudo bem aceitar ajuda. Você não precisa se pressionar a ser algo e ajudar os outros, você não é responsável por eles.

O mal tem tantos seguidores porque ele oferece algo que o bem não oferece: mentiras, enganações, falsos poderes, falsa sensação de domínio… o mal oferece todas essas coisas, e muitas pessoas vão se nutrindo disso, sem perceber o quando estão se perdendo no próprio caminho, alguns percebem que estão se afundando, e outros não percebem, muitos se dão conta no final, muitos não… as vezes para alguns é tarde demais.

Existem pessoas que já nascem puro mal, já nascem com desvios de caráter, já nascem com sentimentos negativos como a inveja, o poder do mal olhado – que é aquele poder que contamina o poder bom fazendo tudo minguar… -, pessoas ruins existe, assim como pessoas boas.

A questão não é ter medo disso, nem fugir disso, a questão é: você precisa saber quem é você e o que você quer; a partir disso, lutar por isso.

O mal e as coisas ruins, são bonitos e convidativos… ele sabe seduzir, mentir, enganar… é por isso que tem tantos adeptos.

Não estamos aqui para ser herói na vida de ninguém – embora não percebamos – estamos aqui para ser heróis na nossa vida, nos proteger, nos cuidar nos guiar… nos unir a outras pessoas que como nós também tem os mesmos objetivos, se emancipar das “enganações do mundo”.

E se você estiver empenhada em seguir um caminho bom, luminoso, comece se emancipando dos caminhos ruins – pois os caminhos ruins sempre irá te levar a adversidades, sempre irão te levar para as densidades.

Se você estiver em uma religião que te instiga a odiar outras religiões; que te instiga a pontar o dedo para os outros; que te instiga qualquer tipo de ódio… ela não é uma boa religião. Religião é sobre unir, não separar…

Se você estiver uma religião, em que as pessoas não aprovam porque tem medo do que pode acontecer com você – de negativo.
Que você briga com sua família, que te torna inimigo de seus pais e de suas mães… essa não é uma boa religião.

Se você esta em um lugar onde sente vergonha de ser você, ou que te cause vergonha, te fala coisas ruins, essa não é uma boa religião.

MAS você só vai perceber isso quando realmente decidir abrir os olhos. Porque da mesma forma que essas religiões são negativas, elas também sabem te manter em baixo de um véu de ilusões – porque no fim das contas, o mal também é esperto, ele é inteligente…

Foi assim que as bruxas se mantiveram vivas até hoje, se emancipando das religiões ruins…

Ser Bruxa é uma qualidade da tua alma, não deixe que roubem isso de você.

Por Kefron Primeiro

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